13 reasons why: temos mesmo de falar disto! #spoileralert

Olá meus queridos,

Bem-vindos à vertente mais séria do blogue!

Muito se tem falado, nas últimas semanas sobre esta série, a 13 Reasons Why. Eu vi-a toda, em pouco mais de uma semana. São treze episódios de vida condensada, de angústia e de aprendizagem.

Até hoje, nenhuma outra série expôs, como esta, a crua realidade da vida adolescente. Aquela que muitos adultos esquecem assim que acaba. Convenhamos: às vezes é melhor esquecer. Mas pelas futuras gerações, temos de aprender a falar disso!

SPOILER ALERT: se ainda não viram a série e querem ver sem saber absolutamente nada do que acontece, não leiam o restante post por favor!

Não sei bem por onde começar a falar desta série. Vi esta temporada em três tempos, vários episódios seguidos. Dei por mim chocada, triste, aliviada, feliz, tudo ao mesmo tempo! Esta série tem algo de diferente, de especial. E  não só pela história e pelo objecto central, mas pela performance, pelo realismo dos cenários, pela sinceridade das palavras dos personagens!

Comecemos pelo início, pela Hannah Baker (interpretada por Katherine Langford). Uma rapariga que sofreu de bullying e outros abusos e que decidi que o suicídio é a resposta para os seus problemas. Toda a sua vida é retratada em 13 detalhados episódios. Clay, interpretado por Dylan Minnette, é uma personagem fundamental em toda a série e se a virem, perceberão porquê. É uma personagem cheia de sentimento, revolta e serenidade ao mesmo tempo. Gostei imenso do Clay e acho que o papel dele na série é fazer os espectadores compreender que, às vezes, acabamos por nos sentir culpados sem termos culpa e que às vezes perdemos por não fazermos algo que queremos, com medo de represálias ou desilusão.

Falemos também da performance Kate Walsh! Alguém dé um prémio a esta senhora. Prestação brutal! Não haveria melhor atriz para desempenhar o papel de mãe da Hannah! A cumplicidade com o pai de Hannah, interpretado por Brian d’Arcy James é notável. A relação deles mostra o que o ‘desaparecimento’ de um filho pode fazer a um casal e como combater isso.

Os colegas de Hannah são explorados também a pormenor, nomeadamente aqueles que Hannah considerava amigos. E a forma como cada um é retratado mostra o quão difícil é lidar com a culpa para uns e o quão displicente outros são quanto à mesma.

O ‘bilhete de suicídio’ de Hannah é pouco comum e acaba por parecer bastante cruel aos olhos de alguns. Mas, no meu entender, a ideia foi mostrar a cada uma das personagens que tudo o que fazemos importa. Que a nossa realidade é diferente da dos outros. Que uma acção irreflectida pode marcar para sempre a vida de alguém.

Será que vamos ter uma segunda temporada? Não sei! Mas muitas coisas ficaram por explicar e desvendar! Por isso sim, gostava de ver numa nova temporada a explicação de certos pormenores e de certas personagens! Até porque, quanto a algumas, ainda não tenho uma opinião 100% tomada! *cof cof Mr. Porter!*

Talvez seja difícil admitir, por ser um assunto delicado e constrangedor, mas o suicídio existe. A depressão é uma doença, como qualquer outra doença física e é grave como uma doença física pode ser. Vamos parar de pensar que existe diferença, porque, pelo menos a nível de gravidade, não existe! Interessa pensar nisto, com seriedade!

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Se esta série servir para alertar, para sensibilizar, para marcar um ponto sobre o suicídio na adolescência, sobre o bullying e sobre o que é ser adolescente hoje em dia, que seja! Mesmo que só uma pessoa mude a sua forma de pensar e/ou agir, mesmo que só uma pessoa seja ajudada, a série já atingiu o seu propósito!

Vivemos num tempo em que gostar do que tem sucesso e é popular começa a ser ‘mal visto’. Mas não se deixem levar nessa onda: vejam e tirem as vossas conclusões. a mim surpreendeu-me bastante, admito! E ao início pensei que ia ser só mais uma série juvenil e pretensiosa! Estava completamente errada!

Podem ler a entrevista do AdoroCinema aos dois actores principais da série aqui, para mais informações sobre a série!

Não posso acabar este post sem dizer o seguinte: Se por aí estiver alguém que já pensou, que já tentou, ou que simplesmente conhece alguém com depressão, desconfia que existe no seu grupo de amigos, família ou conhecidos que não está bem, por favor: procurem ajuda! Este vídeo aqui pode ser um começo.

Espero que tenham gostado deste artigo e que possam ver a série! Se já viram, o que acharam?

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Um beijinho,

a miúda dos caracóis

p.s.: as fotos existentes neste artigo não me pertencem.

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