Inseguranças.

Convém salientar, para começar, que uma insegurança, para mim, não é um simples defeito. Uma insegurança é uma característica pessoal que tentamos mudar, sem sucesso. É algo que nos incomoda profundamente, mas que não conseguimos alterar. Uma insegurança, levada ao extremo, pode sim condicionar a nossa vida, a vida de qualquer um de nós.

Inseguranças – Elas existem e às vezes parecem grandes demais para as conseguirmos suportar. Claro que é muito fácil dizer a alguém que uma insegurança não faz sentido. Difícil é ouvir exatamente as mesmas palavras dirigidas a nós.

É muito difícil aprender a lidar com alguma coisas que gostaríamos de mudar. É difícil lutar contra estereótipos de beleza, de inteligência ou do que é socialmente popular e aceitável. É difícil lidar com uma angustia, um nervosismo que parece não ir embora. É extremamente doloroso ouvir, constantemente, uma voz a dizer “não és capaz”. E se essa voz vier da nossa cabeça? Pior ainda! É difícil ser diferente duma maioria generalizada. É difícil porque não é popular. E o ser humano tem necessidade, vontade, de pertencer a algum lugar. E pensar nisso faz-me perceber o que é que realmente é o cerne das inseguranças.

Sinceramente não acredito que o problema resida nas inseguranças em si. Acho que o problema está nas pessoas que nos rodeiam. Ainda não vivi propriamente muito tempo mas já vivi o suficiente para saber que as pessoas são seres difíceis. As pessoas podem ser muito cruéis, para quem menos merece e para quem está menos preparado para lidar com o confronto. Nem todas as pessoas têm bom íntimo e algumas sempre foram habituadas a produzir ódio em forma de palavras. Algumas, por não saberem lidar com as suas próprias inseguranças, aprendem a proteger-se, ridicularizando os outros. Aprender isso, sentir isso na pele, é capaz de ser um dos sentimentos mais aterradores de sempre. Mas todos passamos por isso, em alguma fase da nossa vida e quanto mais cedo percebermos que nem todas as pessoas vão aceitar as nossas diferenças melhor para nós.

Custa, claro que sim. Principalmente porque sabemos que vai ser muito difícil encontrar alguém que nos compreenda a 100%, que compreenda as nossas inseguranças e saiba exatamente o que dizer. Por isso mesmo, só valerá a pena manter por perto alguém que fique do nosso lado, mesmo quando não nos compreende; alguém que não se vá embora quando formos ridículos, quando dramatizarmos ou quando a realidade nos bater como areia num dia de ventania. É preciso encontrar alguém que fique, mesmo sem nos dar razão quanto às nossas inseguranças. Só vale a pena manter por perto aqueles que nos aceitam, com os nossos defeitos, lutas e inseguranças – são estas as pessoas que temos de procurar.

Acaba por ser poético que a chave para vencer as inseguranças sejam as pessoas, certo? Mas é mesmo esse o segrego! E as pessoas que mais podem contribuir para isso somos nós próprios. É importante aprender a aceitar que não vamos conseguir agradar a todos – nem vamos querer fazê-lo. É importante aprender a ouvir “não”, a perceber os nossos pontos fracos e fortes e a valorizarmo-nos, digam os outros o que disseram. É importante ser humilde, mas não humilde demais ao ponto de nos deixarmos pisar.

É fundamental lutar pelo que podemos mudar e aceitar o que não podemos. Lembrarmo-nos de que tudo é relativo ao ponto de tomar a proporção que lhe quisermos dar.

Mais do que tudo isto, é crucial que todos os dias nos mentalizemos que ter inseguranças é normal. Que toda a gente no mundo se sente insegura de vez em quando e que isso não faz de nós pessoas mais fracas – faz de nós humanos apenas!

Se por aí estiver alguém a lutar, todos os dias, contra uma insegurança, seja ela qual for , que saiba que não está sozinho. Garanto que não. Basta olhar para o lado para ver que todos temos inseguranças. As vidas não são tão perfeitas como as redes sociais querem transparecer. Toda a gente tem dias maus – de mau humor, de mau cabelo, em que está de mal com a vida. Mas passam. É a característica mais maravilhosa de tudo o que é mau – tudo passa! Por isso nunca deixem de fazer seja o que for com medo do que os outros vão dizer ou pensar. No fundo, tudo passa. E as oportunidade podem não voltar mais.

 

Um beijinho,

assinatura2

 

 

 

 

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