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Ser bom.

 

Não costumo fazer muitos artigos destes por aqui mas enchi-me de coragem e cá vai disto.

Quem me conhece sabe (e mesmo quem está desse lado saberá, eventualmente) que eu tendo a ver sempre o melhor das situações. Tendo a ser muito positiva, mesmo quando sou crítica: ou seja, mesmo quando as coisas não correm bem e eu tenho noção disso, não costumo desistir. Posso reclamar, bradar aos céus, mas rapidamente mudo o foco para a resolução do problema, para a fé de que no fim ficará tudo bem. Eu acredito MESMO que desistir raramente é solução e que nunca é solução para mim.

Ora quando falo em desistência não falo só de projetos, alvos e sonhos, mas também de pessoas. Ficou confuso? Eu explico: eu não me consigo lembrar de muitos momentos em que tenha perdido a fé nas pessoas, para meu bem e para meu mal. Não me lembro de ter cortado contacto com muitas pessoas na minha vida, pelo menos não de minha iniciativa. Porque eu não consigo. Pronto já disse, pessoas desse lado que me queiram fazer mal, façam à vontade porque eu sou uma mártir! (Estou a brincar como é lógico, só para desanuviar esta aura pesada que se instalou. Vamos prosseguir!)

Eu admito que é bastante comum ouvir a expressão “és boa pessoa demais” e outras expressões semelhantes. E isto pode parecer pouco modesto, mas fiquem comigo neste post que vou explicar porque é que não é.

Fui aprendendo, com o tempo, que este tipo de expressões sobre a minha “bondade” normalmente não são um elogio. Aliás, todas elas acabam por ser até insultuosas se pensarmos bem. Nessa pequena frase, supostamente tão lisonjeira, acaba por estar uma referência ao facto de não termos noção da realidade, de sermos inocentes, infantis. De não “sabermos viver”, como se ser bom, ou acreditar no bem, fosse algo mau – sou a única a ver a contradição aqui?

Faz já algum tempo que tenho mudado então a minha opinião sobre este conceito do ser “bom demais” e ultimamente tenho percebido que tanto eu, como todas as outras pessoas que são assim, acabam por o ser porque não sabem nem querem saber ser de outra forma. Porque não é uma questão de expectativa em relação aos outros, mas sim de nós mesmos.

Se vocês, como eu, tendem a esperar sempre o melhor das pessoas, não se apoquentem: é suposto que cada um de nós dê o seu melhor, seja a melhor versão de si mesmo. E que, mesmo quando não é tão bom assim, seja honesto o suficiente para o admitir, sem hipocrisias nem medo. É suposto esperar o bem porque o bem deveria ser o normal. É suposto esperar o bem do mundo porque o mundo devia ser bom, porque as pessoas deveriam ser boas e principalmente porque se as pessoas que esperam o bem desaparecerem todas, rapidamente perceberemos que com elas era tudo mais simples!

Portanto, sempre que vos disserem que vocês “são bons demais”, como quem diz “és mesmo inocente”, não se aflijam porque são vocês a estar bem. E mesmo com uma desilusão ou outra, vão sempre ser mais felizes ao deitar a cabeça na almofada.

Digam-me pelo Instagram se vocês gostam deste tipo de artigos e se devo continuar a escrevê-los por aqui ou se me fico pelos temas mais levezinhos. E já agora, que tipo de pessoas vocês são: as que esperam sempre o bem ou as que esperam normalmente o pior dos outros?

Espero que tenham gostado e que a vossa semana seja ótima!

Um beijinho,

assinatura2

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